09h00

Mesmo com juro baixo, há títulos do Tesouro que ainda valem a pena. Saiba quais são

A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) na semana passada, para o menor patamar histórico de 4,25% ao ano, reforçou a necessidade de procurar um investimento que, ao menos, não deixe seu dinheiro ser corroído pela inflação.

Compartilhe
Tamanho da Fonte
Mesmo com juro baixo, há títulos do Tesouro que ainda valem a pena. Saiba quais são

Os ganhos são maiores na renda variável, mas há investidores de perfil conservador que ainda não se sentem totalmente à vontade para entrar nesse mercado. Além disso, é preciso sempre ter uma reserva de emergência que tenha liquidez, e a renda fixa, caso dos títulos do Tesouro, continua sendo uma boa opção.

Selic a 4,25%: saiba quais aplicações de renda fixa ainda ganham da inflação

O Tesouro tem papéis prefixados (cuja rentabilidade é definida no momento do investimento), pós-fixados (que acompanham as oscilações da Selic) e indexados ao IPCA (que seguem o índice oficial de inflação).

No caso de um investimento de R$ 5 mil durante um ano no Tesouro Selic, por exemplo, ao fim do prazo, o investidor terá R$ 5.165, já descontado o Imposto de Renda (IR).

Mas, quando se considera uma inflação de 3,4% — a atual projeção do Boletim Focus para 2020 —, esse valor cai a R$ 4.995,16. O resultado não é dos mais atraentes, mas os especialistas explicam que é importante manter este papel na carteira.

— O Tesouro Selic continua a ser uma opção para o investidor que precisa deixar parte de seu patrimônio em uma aplicação que dê segurança e permita que a quantia seja sacada com facilidade, ou seja, que tenha alta liquidez — explica Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama.

Coronavírus: Fundos imobiliários e títulos públicos são opções mais seguras em período de volatilidade

Horizonte maior

O Tesouro Selic, diz Sandra, deve ser usado para construir a reserva de emergência:

— Vale ressaltar que, por acompanhar a Selic, os títulos acompanham a variação dos juros, tanto na alta quanto na queda. Assim, esse cenário menos favorável não é definitivo. Por isso, esse investimento é uma opção para ficar como reserva de emergência, o que deve compreender o equivalente a pelo menos seis meses de gastos pessoais.

Alguns títulos públicos, porém, oferecem ganho real positivo. Mas, para isso, é preciso investir a longo prazo.

É o caso do Tesouro Prefixado com vencimento em 2025. Aplicando os mesmos R$ 5 mil durante um ano nesse papel, o investidor terá R$ 5.252,45 depois de recolher o IR. Descontando a inflação, ficará com R$ 5.079,74.

Vale e Petrobras: Empresas brasileiras que exportam para China perdem R$ 54 bi na Bolsa

Já no Tesouro IPCA 2035, esses R$ 5 mil, passado um ano, serão R$ 5.133,32, já descontada a inflação.

— A curto prazo, os ganhos dos títulos públicos são mitigados tanto pela Selic na mínima histórica quanto pela cobrança de IR, que varia de acordo com o prazo de cada aplicação — diz Ronaldo Guimarães, sócio-diretor do banco digital Modalmais.

Seja em um título prefixado ou em um que acompanhe a variação da inflação, deixando o dinheiro render até o vencimento o investidor terá de retorno o que foi contratado. É até possível sacar os recursos antes do fim do prazo, mas, neste caso, o ganho não é garantido.

Economia: Entenda qual seria o impacto da inflação de 9.500% da Venezuela nos produtos brasileiros

Opções além dos títulos

Fábio Macedo, gerente comercial da corretora Easynvest, explica que, se um investidor quiser, por exemplo, trocar de carro em cinco anos, a primeira providência é construir uma reserva financeira no Tesouro Selic.

— Depois, precisa alocar o restante dos recursos, caso não queira sair dos títulos, em papéis cujos vencimentos atendam às suas perspectivas — diz Macedo.

Para quem não quer se arriscar em um mercado muito distante dos títulos públicos para conseguir um retorno mais atraente, os especialistas citam Letras de Crédito Imobiliárias (LCI) e do Agronegócio (LCA), que são isentas de IR, e Certificado de Depósito Bancário (CDB) que remunerem ao menos 100% do CDI como boas opções.

Estímulos limitados: Para analistas, novo corte de juros não deve impulsionar o PIB

— Com os retornos menores por causa do novo corte na Selic, os investimentos isentos de IR, como debêntures incentivadas ou letras de crédito se tornam opções atraentes para um investidor com perfil mais conservador — explica Kathleen Passarelli, chefe de renda fixa da Genial Investimentos. — CDBs com taxa de administração baixa e com remuneração acima de 100% do CDI também são boas opções neste cenário.

Analítico: Novo corte de juros é empurrão extra para (tentar) crescer

Para quem ainda tem receio de deixar os títulos públicos, Guimarães, do Modalmais, sugere opções que contem com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Este garante aplicações de até R$ 250 mil por instituição financeira e CPF:

— Muitas pessoas acabam investindo no Tesouro por causa da segurança do governo. Porém, há muitas opções fora dos papéis públicos que contam com o FGC, que protege o patrimônio do investidor em caso de algum problema com quem está administrando o dinheiro.

Deixe seu comentário
Av. Tancredo Neves, 620 – Caminho das Árvores, Empresarial Mundo Plaza, Salas 1816 a 1820, Salvador – BA, CEP: 41820-021
Fale Conosco
Possuímos uma equipe de atendimento pronta para responder as suas dúvidas e atender todas as suas necessidades. Entre em contato através de nossos telefones.
71 4042-0911
2018 - 2020. GrupoLis. Todos os direitos reservados.
Produzido por: Click Interativo - Agência Digital