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Grupo Bom Jesus sai da recuperação judicial

O processo de recuperação judicial do Grupo Bom Jesus, um dos maiores do setor de agronegócios de Mato Grosso, foi encerrado na semana passada. O pedido para o fim do processo, apresentado pela empresa em outubro, foi atendido pelo juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível Especializada em Recuperação Judicial e Falências de Rondonópolis.

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Grupo Bom Jesus sai da recuperação judicial

O grupo, com sede no mesmo município, pediu recuperação judicial em junho de 2016, com dívidas de R$ 2,6 bilhões distribuídas por 11 subsidiárias que têm no agronegócio sua principal atividade - as dívidas pessoais dos sócios foram negociadas separadamente. “Sair da recuperação judicial é importante, porque facilita nosso acesso a novos créditos”, afirmou o presidente do Bom Jesus, Nelson Vigolo, ao Valor .

O grupo foi fundado na segunda metade dos anos 1970 pelo paranaense Luiz Vigolo, pai de Nelson. “Alcançamos nosso objetivo. Não havia mais motivo para continuarmos com a recuperação”.

O fim do processo não significa que o grupo não tenha mais dívidas - algumas delas devem, inclusive, levar mais de uma década para serem quitadas. No entanto, o encerramento está previsto na lei de falências e pode ser concedido às empresas no prazo de dois anos após a aprovação do plano de recuperação, diante da comprovação de pagamento dos créditos que venceram no período. Nos casos em que essa comprovação não ocorre, os credores podem pedir a falência da empresa. Caberá agora aos credores monitorar o pagamento dos valores ainda devidos.

Neste ano, o faturamento do grupo deverá alcançar R$ 2 bilhões, um crescimento da ordem de 18% em relação a 2018. “Nossa operação continua rodando com normalidade e nossa perspectiva é de boas produtividades nesta safra”, disse Vigolo.

O Bom Jesus cultiva soja, milho e algodão em 15 fazendas, entre próprias e arrendadas, localizadas nos Estados de Mato Grosso e Bahia. Nesta safra 2019/20, o grupo semeará aproximadamente 300 mil hectares. A área aumentou em 45 mil hectares nesta temporada com o arrendamento de mais duas propriedades em Mato Grosso.

No verão, serão cultivados 180 mil hectares de soja - com produção estimada em 650 mil toneladas. Na safrinha, serão plantados 60 mil hectares com milho, com expectativa de colheita de 450 mil toneladas, e 65 mil hectares de algodão, que devem gerar 280 mil toneladas de caroço. O grupo atua, ainda, nas áreas de pecuária - tem 10 mil cabeças de gado em Mato Grosso -, de comercialização e logística e também planeja produzir 1,2 milhão de sacas de 40 quilos de sementes de soja neste ano.

Para Vigolo, a recuperação judicial é um processo importante para produtores em dificuldade. “É uma ferramenta que só serve para quem realmente precisa. Não acho que a existência dessa alternativa vá prejudicar o crédito aos produtores”.

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