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Broto Legal investe para ampliar exportação

A Broto Legal, uma das maiores beneficiadoras de arroz e feijão do país e com faturamento de mais de R$ 300 milhões no ano passado, inaugura hoje sua segunda fábrica de produção de arroz branco no país. A unidade, que custou R$ 40 milhões, vai ampliar a capacidade de produção da empresa em 30%.

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Broto Legal investe para ampliar exportação

O local escolhido foi a cidade gaúcha de Uruguaiana, de localização privilegiada tanto pela presença de grandes lavouras do cereal como pela possibilidade de exportação, foco dessa unidade.

Desde a aquisição da empresa pelo empresário Washington Cinel, que também é dono da companhia de segurança e serviços Gocil, em março de 2018, é a segunda planta que passa a operar na cidade, não por coincidência, onde ficam as fazendas de arroz de Cinel. Lá também funciona a unidade de beneficiamento de arroz parboilizado.

“Desde o princípio pensamos nessa nova fábrica para aumentar as exportações, mas o objetivo ficou ainda mais claro, conforme os trabalhos foram sendo realizados e abriu-se oportunidades no mercado internacional”, disse ao Valor o CEO da Broto Legal, Lázaro Moreto, citando a quebra da safra americana em 2019/20 e o câmbio. “Com o dólar mais alto [ante outras moedas], os EUA perdem competitividade e abre-se mercado ao Brasil”, afirmou o executivo.

Os destinos almejados pela empresa são principalmente o México e os EUA, além de Peru, Bolívia e Venezuela. “Para alguns desses destinos já enviamos arroz comercial, mas queremos ampliar as vendas do tipo 1 e 2 e de arroz premium”, acrescentou.

Atualmente, as exportações representam somente 6% do faturamento da Broto Legal, que somou R$ 328,1 milhões em 2018. Em três anos, a meta é chegar a algo entre 15% e 20% do faturamento.

Como um todo, a empresa projeta encerrar 2019 com um faturamento de R$ 500 milhões, aumento de 52% ante o ano passado. O salto é fruto do aumento de produção - sem considerar um ano cheio da nova fábrica da empresa.

Mas o que parece bom poderia ser melhor. De acordo com Moreto, a matéria-prima ficou mais cara este ano e não foi possível repassar o custo aos consumidores, reclamação também feita por executivos da Camil recentemente, em teleconferência com analistas.

“Não tínhamos o sonho de que o presidente Bolsonaro iria consertar tudo rapidamente, mas a volta da atividade econômica está demorando muito”, reclamou Moreto. Nesse sentido, o executivo disse que o volume de vendas cresceu com produtos de pior qualidade - mesmo fato relatado pela Camil, líder no mercado nacional de arroz.

Ainda assim, Moreto defendeu o investimento na nova unidade alegando que, além do mercado externo, a fábrica de Uruguaiana poderá corrigir problemas de logística na distribuição de arroz para o Paraná e Santa Catarina. “Mandar arroz branco de Porto Ferreira [outra unidade da empresa no interior de São Paulo] não fazia sentido, e esses são mercados importantes para nós”, justificou.

A fábrica gaúcha tem estrutura moderna e foi construída de forma a permitir a ampliação em módulos. Neste primeiro momento, tem capacidade de produção de 6 mil toneladas de arroz branco ao mês, mas deve ser ampliada para produzir 12 mil toneladas já em 2020.

Se levado em conta a produção de 72 mil toneladas ao ano, a planta será responsável por um aumento de 30% da capacidade de produção da empresa, que faz cerca de 210 mil toneladas de arroz ao ano em Porto Ferreira e 24 mil toneladas de parboilizado na outra fábrica de Uruguaiana. No ano que vem, quando for ampliada para produzir até 144 mil toneladas por ano, a unidade poderá representar quase 40% do arroz da Broto Legal.

Outra novidade são os silos de secagem e armazenagem, que serão oferecidos aos produtores da região, entre eles Washington Cinel, que tem uma fazenda de 12 mil hectares em Uruguaiana. “Os produtores plantam, colhem e a Broto Legal guarda o produto nos silos, secamos o arroz e a ideia é que o produto seja comprado pela nossa operação”, destacou Moreto.

A armazenagem também permite à empresa encontrar melhores momentos para exportação a depender do câmbio e das safras de outros países. A capacidade total de armazenamento é de 100 mil toneladas de arroz.

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